18/07/2008 08:10
E3 2008: A Coletiva da Ubisoft
A E3 já acabou (enfim!), e todo o aparato relacionado a games no Convention Center já foi desmontado e devidamente guardado nos caixotes. Mas isso não quer dizer que não posso continuar a falar sobre isso. Material e assunto não vão faltar. Aproveitando isso, irei postar as impressões sobre as outras coletivas de imprensa participei. No primeiro dia oficial da E3, quem fez seu barulho particular foi a Ubisoft. E foi um belo barulho.
Às 15h da terça, a "empresa do Rayman" mostrou o que o presidente Laurent Decot descreveu como "a melhor seleção de games já apresentados pela Ubi em uma E3". Para uma platéia lotada, o executivo comemorou, com um leve sotaque francês, o sucesso de franquias como Rayman, Tom Clancy e Prince of Persia, e ressaltou as altas vendas de jogos voltados para o público feminino, como a série de simulação Imagine, para o Nintendo DS.
Foi a Ubisoft a única empresa além da Nintendo a destacar - e comemorar - o aumento da popularidade dos videogames entre o público feminino. Os games Imagine, que colocam a jogadora no papel de uma "profissão dos sonhos", foi a mina de ouro da publisher em 2007, o que significa que podemos esperar os mais absurdos temas se tornando pauta para a franquia. Que tal um jogo que simula a vida de uma designer de interiores, de uma produtora de casamentos ou de uma professora primária? Pois é, hoje em dia existe mercado para tudo. E não tire muito sarro, porque se você tiver a sorte de ser contratado pelo estúdio que a Ubi montará em São Paulo, é muito provável que seja escalado para trabalhar em um game desse naipe. Não é brincadeira.
Voltando aos games. Rayman Raving Rabbids: TV Party, para o Wii, arrancou gargalhadas dos presentes com a combinação de bom humor, caretas e histeria que já havia feito sucesso no primeiro game da série, lançado em 2006. Em seguida, foi a vez dos títulos de ação direcionados para o público hardcore, uma das especialidades da produtora: Brothers in Arms: Hell's Highway, Tom Clancy's Endwar e FarCry 2. Seqüências fazem bem para o bolso, e poucas empresas aproveitam-se tão bem disso como a Ubisoft. Quem deve estar feliz é o escritor Tom Clancy, que não passa nem seis meses sem produzir um roteiro para um jogo novo. Definitivamente, um homem ocupado.
Shaun Ryder, a estrela norte-americana do snowboard, tem carisma de sobra (seu apelido, "Flying Tomato", o tomate voador, por causa de sua cabeleira ruiva, é uma das razões da popularidade do cara entre as crianças). Festeiro que ele só, Ryder repetiu a visita que fez à coletiva da Nintendo para mais uma demonstração de Shaun Ryder Snowboarding. Só que dessa vez ele não jogou, se limitando a sorrir, falar umas bobagens e sair aplaudido.
Faltava o Prince of Persia, o qual a Ubi guardou para o final. A primeira aparição da franquia nos consoles de nova geração não poderia ser diferente. Com gráficos em cel-shading e ambientação estonteante, o game por pouco não conseguiu superar o impacto causado por Prince of Persia: Sands of Time na E3 2003. Assim como hype que se formou em torno de Assassins Creed todo mundo vai querer colocar as mãos neste game quando for lançado, provalmente em novembro deste ano. E por falar em Assassins, a produtora-musa Jade Raymond não deu as caras nessa E3. Se ela veio, eu não vi. Talvez ela estivesse ocupada, ou não tivesse muito o que mostrar esse ano. Pena.
E quando todos achavam que havia terminado, as luzes se apagaram, e um trailer surgiu nos telões: paranóia, diálogos misteriosos e, bum, uma explosão atômica. I Am Alive pareceu promissor, apesar de ninguém ter entendido ao certo do que tratava. Fim de trailer, as luzes se acendem, anunciando o fim da coletiva. E a Ubisoft - que há algum tempo correu o risco de ser abocanhada pela Electronic Arts - mostrou um belo serviço, provando que tem muita lenha para queimar (e muito dinheiro para ganhar) nesta geração de consoles. Pelo menos enquanto Tom Clancy estiver vivo...
enviada por Pablo Miyazawa
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