16/11/2007 14:30
Entrevista da Semana: Luiz Passos Paredes (Gamers)
Semana que tem duas Entrevistas da Semana só pode ser considerada especial - mesmo com feriado prolongado e um clima generalizado de preguiça e marasmo (quem consegue sair de casa? Eu não). Aproveitando o gancho da conversa com o Glauco Bueno da Synergex (publicada na segunda-feira - leia aqui), bati um papo com o Luiz Passos Paredes, o comandante do projeto Gamers no Brasil, que chega este mês com a promessa de se tornar uma das maiores redes de lojas especializadas em games do país. Confira o papo, compare as respostas de ambos e não deixe de comentar no final.
Gamer.br: Como a entrada da Gamers no Brasil muda efetivamente a rotina do consumidor brasileiro?
Luiz Paredes: Absolutamente. O objetivo das lojas é revolucionar a experiência de compra do gamer Brasileiro, oferecendo tudo o que ele procura, com os melhores preços possíveis. Os jogos serão lançados no Brasil com mínimas diferenças de tempo com relação às datas de lançamento nos EUA, em muitos casos simultaneamente; as lojas serão espaçosas, visualmente muito atrativas; o consumidor será atendido por pessoal experiente, que aconselhará a cada cliente de acordo com suas necessidades. Por tudo isto, a Gamers definitivamente revolucionará a rotina do consumidor Brasileiro, seja o hardcore ou o casual.
E quais são os planos da rede Gamers a longo prazo, em um ano mais ou menos? E a curto prazo, ou seja, nos próximos três meses?
No curto prazo, a gente planeja abrir nossa primeira loja em São Paulo. No longo prazo, o objetivo é ter uma presença nacional para satisfazer as necessidades dos gamers de todo o pais e ser a maior e melhor rede de lojas de videogames do Brasil.
Mas quais seriam os diferenciais da Gamers em relação às outras lojas concorrentes do mercado brasileiro?
Tudo. Variedade de títulos, datas de chegada dos lançamentos, atendimento por pessoal experiente, uma loja espaçosa, atrativa, preços lógicos - já que agora é comum você achar jogos velhos super caros.
A Gamers pretende ter uma política de preços reduzidos, ou os preços serão os que normalmente são praticados em lojas brasileiras?
A gente acredita que, por nossa experiência de 19 anos, por nossa fortaleza logística e por nosso forte relacionamento com os produtores de games (somos o mais importante parceiro da maioria dos produtores na América Latina), poderemos oferecer os preços mais atrativos do mercado formal brasileiro. Isto é, nossos preços serão os mais atrativos possíveis dentro do contexto dos impostos do Brasil. Além disso, a maioria das lojas brasileiras não tem hoje um planejamento de preços de videogames que faça sentido com o ciclo de vida do produto. Então, é comum achar jogos velhos a preços maiores ainda que os de lançamentos. Isso não acontecerá nas lojas Gamers.
Você já pode dizer onde a primeira loja irá se localizar? Quando é a inauguração?
Por enquanto não posso te falar onde ou quando será a inauguração. Mais posso te garantir que você receberá um convite daqui a pouco.
Você havia me dito que a Synergex, que está começando seu negócio no Brasil, será uma concorrente da Gamers. Como isso se daria, uma vez que eles são distribuidores e vocês são uma loja? Ou vocês irão distribuir produtos para outras redes também?
Eles são nossa concorrência principalmente no resto da América Latina, onde nosso principal negocio é a distribuição. No Brasil, por enquanto, estaremos focados em construir uma rede de lojas digna dos gamers brasileiros. Mas a concorrência sempre é boa. A gente acredita que o melhor que pode acontecer para os gamers da América Latina é a concorrência, ter muitas
empresas formais e reconhecidas interessadas em desenvolver os mercados.
Com quais fabricantes e produtoras de games a Gamers possui melhor relacionamento atualmente? E com quais empresas esse relacionamento ainda precisaria melhorar?
Eu posso te falar que nosso relacionamento é mais do que ótimo com a grande maioria das produtoras de games, incluindo as mais importantes.
Atualmente, o Brasil possui uma das taxas de importação mais altas do mundo. Você trabalhou na Microsoft e já lidou com isso. O que mudou nesse cenário no último ano? Há alguma previsão de melhorar em breve?
As taxas de importação continuam sendo as mesmas de um ano atrás, então em termos práticos nada tem mudado. Nossos planos de expansão são independentes do que aconteça com as taxas, mas é claro que a gente torce para elas diminuam... sería um grande beneficio para os consumidores brasileiros e um grande golpe para a pirataria e o mercado informal.
E por que o Brasil precisa de uma rede como a Gamers?
Porque o Brasil tem sem dúvida uma das maiores comunidades gamers do mundo, muito desenvolvida e exigente. Essa comunidade merece uma rede de lojas que fique à sua altura. Não merece que os lançamentos cheguem tarde demais, não merece ir comprar games em lojas onde os videogames são um produto quase esquecido, colocado em cantinhos escondidos, com variedade ruim e preços piores. Não merece ter que comprar no mercado informal, sem garantia e sem respaldo de uma empresa séria. As lojas Gamers oferecerão ao consumidor brasileiro a ótima experiência de compra que eles merecem.
Você trabalhou durante anos na Microsoft, uma fabricante de games e consoles. Agora, você foi para o outro lado do processo. Como foi a mudança? O trabalho é mais simples, uma vez que você já entende como o outro lado funciona?
Minha experiência na Microsoft foi maravilhosa, é uma empresa incrível aonde aprendi muito sobre a indústria dos videogames. Definitivamente, a mudança foi muito mas fácil por isso. Sair não foi uma decisão fácil, mais este novo projeto tem um potencial enorme. As lojas Gamers trabalharam com Microsoft e tudos os outros parceiros da indústria para seguir desenvolvendo o mercado de jogos no Brasil. Gostaria finalizar mandando um grande abraço ao time da Microsoft Brasil, uma equipe talentosa que sem dúvida tem sido um grande motor para o desenvolvimento do mercado brasileiro.
enviada por Pablo Miyazawa
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