04/07/2008 19:22
Molho
E essa gripe horrível, te pegou também? Por conta dela, fui parar no hospital e tive que sumir daqui durante esta semana. Mas está tudo sob controle. Estava no Rio de Janeiro anteontem, embarco para Porto Alegre amanhã. Ah, as idas e vindas da profissão.
Por falar em viagem, quase tudo certo para a E3 deste ano. Detalhes da cobertura ainda estão em fase de ajustes (passagem, hospedagem, visto, e a lista segue), mas tudo deve conspirar a favor. A programação geral ainda não está fechada e já me parece apertada demais, e é claro que sempre dá para enfiar mais compromissos entre um evento e outro. Ou seja, vai ser uma semana daquelas, mesmo sendo uma E3 tão mais restrita e diferente do que aquela que eu conheci.
No fundo, a gente gosta. Mas sofre.
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E para rir no final de semana... os últimos dias do Dr. Wily:
Bem mais divertido do que a maioria dos games Mega Man...
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E se tem um game que eu gostaria de jogar na E3... é Duke Nukem Forever, que merece a bela homenagem deste site-tributo.
Melhor que isso, só mesmo jogar o game escutando o Chinese Democracy do Guns'n Roses nos fones de ouvido. A data de lançamento de ambos deve ser próxima, vai saber.
***
E que tal uma promoção para espantar a gripe de vez?
Aproveito o gancho do lançamento do sensacional Guia Grand Theft Auto IV, publicado pela editora Europa, para jogar uma pergunta bizarra no ar. Use a criatividade, interprete a questão como bem entender e dê sua opiniâo:
Liberdade de ação nos games: o que ainda falta? Ou já é o bastante?
A resposta mais criativa e interessante ganha, de uma só vez:
* 1 Guia Grand Theft Auto IV (ed. Europa)
* 1 exemplar da revista Rolling Stone #21 (Spring)
* 1 exemplar da revista Rolling Stone #22 (Spring)
* 1 adesivo exclusivo Grand Thef Auto 4 (Rockstar)
O resultado sai na semana que vem. Não deixe de preencher seus dados (nome completo e e-mail) no espaço para comentários abaixo.
E chega de gripe.
enviada por Pablo Miyazawa
30/06/2008 21:34
Saia de Casa
Eventos à granel durante a semana que começa hoje (ou ontem? Sempre me confundo com essas convenções...). Quem precisa de E3 quando se tem tanta coisa acontecendo por aqui? Ok, não exageremos, precisamos, e muito, da E3. Mas esta semana, só fica em casa quem quiser. Escolha o seu:
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Korean Popular Culture Expo 2008
Quando e onde: 3 e 4 de julho, em São Paulo
Mas onde?: Local: Hotel Renaissance Sala (Salão das Américas), Alameda Santos, 2233
Horário: 10h às 18h (3/7), 9h às 12h (4/7)
Preço: grátis
Evento cultural organizado pelo governo coreano. Games online, obviamente, não poderiam faltar (17 milhões de coreanos - entre 49 milhões de habitantes - são jogadores assumidos. Faça a conta, é gente pra caramba). Entre as produtoras que irão demonstrar seus games estão a CJ Internet, NHN, MGame, Andamiro e CR-Space.
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XVI Encontro Internacional de RPG
Quando e onde: 5 e 6 de julho, em São Paulo
Mas onde? Colégio Marista Arquidiocesano (ao lado da estação Santa Cruz do Metrô)
Horário: 8h às 18h
Preço: grátis (a assessoria não divulgou preço, então presumo que seja de graça)
Organizado pela Devir Livraria e Terramedia, o evento reúne fãs de literatura fantástica e suas vertentes. Para quem curte games, dois destaques. Um é a mesa redonda com o pessoal da Hoplon Infotainment, criadores do game Taikodom, cujo tema é Universos Ficcionais Compartilhados: transformando limitações em triunfos de enredo, que rola no sábado, 5/7, das 10h às 12h.
No mesmo Encontro de RPG acontece a palestra do Richard Dansky, escritor e designer norte-americano com tradição em roteiros para RPGs e videogames. Suas participações - seja em textos, seja em design - podem ser apreciados em jogos da série Tom Clancy, como Rainbow Six, Ghost Recon, além de Far Cry e Red Steel. No mínimo, o cara tem o que contar.
Além disso, o evento promete um espaço exclusivo para os games (singelamente batizado de "Videogames Con"), onde o visitante "assiste a palestras, conhece jogos antigos, joga Ninja Gaiden 2, Blue Dragon, Lost Odyssey e Mass Effect. Compra games para todas as plataformas a preços promocionais e action-figures dos maiores personagens dos videogames."
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Star Wars Exposição Brasil
Quando e onde: de terça a domingo, até 20 de julho, em São Paulo
Mas onde? Porão das Artes, Parque do Ibirapuera
Horário: 9h às 22h
Preço: R$ 30,00 (15,00 para todo mundo de terça a sexta. Nos finais de semana, somente estudantes ou menores de 12 anos)
Nada exatamente de novo aqui: a exposição em homenagem à saga de George Lucas já está rolando há um bom tempo (você já foi? Eu ainda não - uma vergonha). O que acontece é: o fim está chegando - só vai até o dia 20. E para dar um gás novo, a organização reduziu o preço do ingresso. Quer dizer, de terça a sexta, todo mundo paga meia entrada. Se você já está de férias (o que não é o meu caso), aproveite.
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Descolagem
Quando e onde: 5 de julho, no Rio de Janeiro
Mas onde? NAVE (Núcleo Avançado de Educação), Rua Uruguai, 208, Tijuca
Horário: a partir das 14h
Preço: grátis
A Cultura Digital e o Impacto da Tecnologia no Mundo Moderno é o tema da primeira discussão deste evento que deve percorrer todo o mês de julho e agosto no Rio. "Descolagem", conforme explicam os organizadores, pode ser "uma palestra, uma mesa-redonda, um filme uma performance, um curso, um workshop ou o meio de difusão de informação que mais se adequar ao momento, à proposta, ao assunto, ao século em que vivemos". A presença de especialistas na área de tecnologia (e games, inclusive) está prevista, tanto na estréia do projeto quanto nas datas subseqüentes (ainda não divulgadas). Tudo indica, aliás, que eu dê as caras numa dessas.
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Você se lembra quando o dia primeiro de julho significava o início das férias? Pra mim, já faz tempo demais. Aproveite enquanto pode.
enviada por Pablo Miyazawa
27/06/2008 22:05
Resumindo...
Sexta feira brava. Dia de notícias atrasadas. Ou melhor, um resumo do que rolou durante a semana (assim fica menos feio, concorda?) Então vejamos:
Outra fonte dentro da Tectoy aproveitou a notícia que divulguei no início da semana (sobre os games Electronic Arts na nova versão do MegaDrive) para complementar:
Os games da EA no novo MegaDrive são versões baseadas no celular, é verdade, mas bem melhoradas em relação a sua plataforma de origem. Novas texturas, save games, visual em perspectiva (2.5D). O pessoal da Tectoy deu um belo "tapa" na versão celular dos jogos, e, afinal, estão rodando em TV, ou seja, com toda a parte visual remodelada.
Está dito.
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E no mesmo dia que a notícia Ubisoft no Brasil estourou, a assessoria de imprensa contratada pela empresa tratou de oficializar tudo. Nada que você já não tenha lido por aí, mas o release é tão otimista que vale a pena ser publicado na íntegra:
UBISOFT ABRE ESTÚDIO DE PRODUÇÃO DE GAMES EM SÃO PAULO
Empresa busca novos talentos na América do Sul para fazer parte de sua equipe de desenvolvimento
A UbiSoft anuncia hoje a expansão de suas atividades de desenvolvimento de jogos com a abertura do primeiro estúdio de produção na América do Sul, sediado no Brasil, em São Paulo.
A escolha de São Paulo para abrir um novo estúdio está diretamente ligada ao fato de que a cidade é a capital econômica do Brasil e o próprio líder econômico da América do Sul. Além de ser uma área cultural, com uma população jovem e criativa que tem demonstrado uma paixão por novas tecnologias e meios de comunicação social, São Paulo possui o maior agrupamento de universidades do continente.
O estúdio abrirá as portas no final de julho com uma equipe de 20 desenvolvedores e a meta é de crescer para 200 membros em quatro anos. A abertura da Ubisoft São Paulo assinala um marco na expansão do grupo, com estúdios de produção agora nos cinco continentes.
"A riqueza cultural de São Paulo, juntamente com sua rede universitária trará consigo um conjunto único de novos talentos para a comunidade internacional de desenvolvimento da UbiSoft", disse Christine Burgess-Quémard, diretor executivo dos estúdios da empresa no mundo todo. "Estamos ansiosos para aproveitar os excepcionais talentos na América do Sul e continuar a nossa expansão global, finaliza o dirigente.
Após um período inicial de treinamento, o estúdio da Ubisoft São Paulo vai se dedicar inicialmente ao desenvolvimento de jogos para Nintendo DS voltados às meninas e meninos entre 8 e 14 anos (o chamado público "tween", mistura dos termos "teen" e "between").
A idéia é que o novo estúdio, além de produzir conteúdo para games de outros escritórios da companhia, seja capaz de desenvolver jogos para Wii, PlayStation 3 e Xbox 360. A empresa trabalha com a idéia de produzir jogos que sejam do interesse de 80% da população, entre eles meninas e adultos.
A chegada da Ubisoft no país pretende dar um estímulo ao setor de desenvolvimento de games, pois a empresa já faz aproximações com o Governo, universidades e até mesmo será filiada à Abragames (Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos).
O estúdio será dirigido por Bertrand Chaverot, que tem quatro anos de experiência no país, já que entre 1999 e 2003 comandou as operações de distribuição da Ubisoft em nosso país. Recentemente, ele serviu na sede da empresa em Paris como gerente-diretor do Departamento de Desenvolvimento externo da Ubisoft para Europa, Oriente Médio e Ásia.
Parece tudo bom demais pra ser verdade? Concordo que sim. Dizer que a abertura do estúdio em São Paulo ocorre graças à nossa riqueza cultural e ao grande agrupamento de universidades soa como uma desculpa boa, principalmente ao lembrarmos do perfil de outras cidades que abrigam estúdios da empresa (só para citar algumas, Montreal, Xangai, Paris, Barcelona, Casablanca, todas cosmopolitas e efervescentes culturalmente). Mas será que podemos esperar uma contratação desenfreada de talentos nas nossas faculdades? Ou será que Bertrand Chaverot e sua equipe darão preferência a profissionais já estabelecidos no setor, ou mesmo a estrangeiros que viriam aqui já com seus passes valorizados? Será que a produtora francesa dará mesmo uma força para esses novos talentos brasileiros da criação, programação e design?
Seja como for, está todo mundo tentando a sorte (perdi a conta de quantas pessoas me pediram o contato da empresa nos últimos dias). Uma fonte ligada aos cabeças da operação Ubisoft no Brasil me revelou que mais de mil currículos (isso mesmo, 1000) já foram enviados ao e-mail jobs.brazil@ubisoft.com. A concorrência está brava, e as vagas, por enquanto, são poucas. Será que é a sua vez?
Se não tentar, jamais vai saber. E bom fim de semana.
enviada por Pablo Miyazawa
26/06/2008 23:55
Game é Fashion
Coincidência ou não, tive contato duplo com a moda no último final de semana. Você deve estar pensando: "O que games têm a ver com isso, ainda mais neste blog". Explico. Ou melhor, não explico, porque realmente a moda e os games ainda estão longe de terem relações muito próximas (descontando alguns games que capricham no figurino fashion de seus personagens. Mas deixa pra lá). De qualquer forma, acabei visitando, por força da profissão, dois eventos que carregam a moda em seus nomes: o São Paulo Fashion Week e o World Cosplay Summit. E também por força da profissão, acabei observando mais relações entre os dois temas do que minha vã filosofia sonhava.
Na sexta, assisti ao desfile da grife Cavalera no maior evento de moda da cidade. Não poderia perder a chance de ver uma exibição dessas ao vivo - afinal, é um assunto tão alardeado hoje em dia que ignorar a oportunidade seria bobagem. Realmente, não perdi meu tempo. Ver um desfile ao vivo é realmente algo, goste você de moda ou não. Não posso dizer que compreendi o que ali se passava. As/os modelos adentram a passarela em alta velocidade, como se tivessem pressa, em marcha quase militar carregando expressão nenhuma e roupas que dificilmente serão vistas em um ambiente considerado "normal". Soube, posteriormente, que raramente as roupas exibidas em desfiles chegam às lojas. É comum os estilistas mostrarem serviço nessas ocasiões, dando pistas da tendência da coleção, mas não necessariamente colocando suas bizarras criações à disposição do consumidor. Vivendo e aprendendo.
Assim sendo, me pareceu que o desfile da marca em questão, esverdeado (verde é a cor da estação, dizem) e surreal (modelos "flutuaram", outros vestiam máscaras de porco, gorila, entre outros bichos) era mais uma exibição de idéias do que uma demonstração de produtos. Mais importante do que as roupas, era o evento em si, uma celebração de alguma coisa que dificilmente um leigo compreende à primeira vista. Foi legal estar lá, mas confesso que entendi pouco, ou quase nada. Valeu pela experiência. Se bem que muitas daquelas roupas poderiam bem vestir certas lutadoras gostosonas de games de lutas mais descolados. Foi só uma idéia que tive na hora, mas acho que é improvável que alguém naquele recinto teve o mesmo insight que eu...
***
Já no dia seguinte, sábado de celebração do Centenário da Imigração Japonesa, me dirigi ao Anhembi, onde ocorreria a final brasileira do World Cosplay Summit. O evento, organizado pela editora JBC, classifica uma dupla cosplayers para a final mundial, em Nagoya (Japão), onde os prêmios são mais polpudos e a visibilidade, bem maior. Fui convidado para ser jurado, como aconteceu nos últimos dois anos, e desta vez me senti um pouco melhor preparado para julgar o que se passaria no palco. Cosplay, costume player para os não iniciados, é uma arte levada muito a sério por quem a pratica. É impressionante o cuidado que os cosplayers têm com suas fantasias e performances. Dá a entender que a confecção da roupa e a elaboração da atuação levam pelo menos um ano inteiro, tamanha a dedicação com que as duplas se entregam frente aos jurados e à platéia.
Na primeira fila do Auditório Elis Regina, me posicionei entre Jum Nakao e Fábio Yabu. O primeiro é um estilista renomado, responsável há alguns anos pelo que ficou marcado como o "desfile da década" da Fashion Week (as modelos rasgaram as roupas, confeccionadas de papel, cujos pedaços eram disputados à tapa por fashionistas emocionados); o outro é hoje um dos artistas/desenhistas brasileiros mais bem sucedidos no exterior na atualidade (sua mais recente criação, As Princesas do Mar, virou um desenho animado exibido em 43 países - no Brasil, é atração do Discovery Kids). A duas poltronas para a direita se encontrava o Ricardo Cruz, antigo companheiro da editora Conrad e atual vocalista do Jam Project, supergrupo japonês de cantores de animesongs. O que pessoas de carreiras tão distintas teriam a contribuir para o julgamento da melhor dupla de cosplayers do país? Tudo, afinal, o cosplay é uma das manifestações pop mais diversificadas da cultura nipônica. Tem a ver com moda, animação, games, quadrinhos, música. Ou seja, essas nerdices que nós adoramos.
No fim das contas, o desfile dos cosplayers bateu longe o nível do ano passado. Uma primeira visualizada nas roupas dos concorrentes não dava muitas pistas do que estava por vir. Era em cima do palco, totalmente envolvidos com seus personagens, que os participantes se transformavam, e tudo aquilo passava a fazer sentido. Muitas duplas recriaram personagens de games e, contrariando a tendência do ano e que foi a febre do ano passado -, poucas duplas apresentaram duelos de espadas (felizmente, pois ninguém reclamou). A exceção foram os participantes que simularam lutas com personagens da série Samurai Spirits. A performance de Disgaea 2 chamou bastante a atenção, tanto por ter sido em português como por ter apelado para o humor (não por coincidência, levou o terceiro lugar). A dupla que executou uma cena de Castlevania também caprichou no figurino e na performance o Dracula era impressionante, seja na interpretação, seja na semelhança física. E havia o belíssimo NiGHTS, que mereceu uma das apresentações mais criativas, que combinou com a sensação onírica proporcionada pelo game.
A expectativa dos participantes, antes do anúncio dos vencedores
Os dois melhores na opinião do júri acabaram sendo cosplays baseados em animes: o segundo lugar ficou com uma performance irretocável de A Princesa e o Cavaleiro, um dos favoritos da infância. E o primeiro foi merecido, com o impressionante Burst Angel, estrelado pela mercenária Jo (Jéssica Campos) e o robô Jango (Gabriel Niemietz). Confesso que não conhecia os personagens, mas nem precisava: não havia quem não ficasse chocado com a construção perfeita da criatura de 2m60, com direito a efeitos especiais, ou com a interpretação fria e muito compenetrada da heroína.
Jéssica e Gabriel comemoram a vitória e a passagem para o Japão
A semelhança mais óbvia que encontrei entre esses eventos: ambos apresentam figurinos que dificilmente veremos alguém usando em público. Há uma outra: no que diz respeito ao fanatismo, entrega e devoção, não encontrei discrepância alguma entre um desfile de moda e um evento de cosplays. Pensando bem, o que diferencia um apreciador de quadrinhos e animes, um jogador de games, um torcedor de futebol, um roqueiro apaixonado e um seguidor da moda? Nada. Seja em desfiles, shows, lan houses, eventos ou em estádios, o verdadeiro fã sempre irá se comportar... como um fã de verdade. Não que exista algum problema nisso...
enviada por Pablo Miyazawa
24/06/2008 14:34
Logo ali na Paulista
Conforme você leu aqui antes (há quase três semanas), a Ubisoft confirmou seus planos de reabrir seu escritório no Brasil, mais especificamente em São Paulo. A notícia foi oficializada hoje pelo Théo Azevedo em seu UOL Jogos, com uma entrevista com Bertrand Chaverot, executivo francês que comandou o escritório paulistano da empresa há alguns anos.
A intenção é que o escritório/estúdio da Ubisoft São Paulo tenha os moldes das empreitadas da empresa em Montreal (Canadá) e Xangai (China), entre tantas outras cidades. A Ubisoft sempre ficou conhecida por investir em desenvolvimento e idéias, e os planos para com o Brasil soam como uma continuidade neste sentido. Vagas vão surgir e o mercado vai se movimentar em torno da novidade durante um bom tempo.
Há alguns anos, tive a oportunidade de visitar os estúdios da Ubisoft em Montreal e em Paris (França), e obviamente fiquei boquiaberto com o profissionalismo e as altíssimas condições de trabalho oferecidas aos funcionários. Deu uma inveja boa de trabalhar ali, e passei um bom tempo cogitando largar tudo pra ir morar no Canadá (acho que só a visita ao estúdio de Montreal, em 2001, vale um post só dele. Farei isso em breve). Seja como for, se a Ubisoft conseguir transportar essa eficiência e bom gosto ao seu escritório na Avenida Paulista, fico bastante animado com as possibilidades que a novidade trará. É esperar para ver.
***
Enquanto isso, a Tectoy faz das suas. Ouvi dizer que o próximo modelo do saudoso Mega Drive trará, além de 82 jogos clássicos da plataforma gravados em sua memória, mais uma porção de títulos recentes da Electronic Arts: versões adaptadas de Need For Speed Pro Street, Fifa 08, The Sims 2/ e SimCity estarão armazenadas dentro do console. Note que estou falando de ports das versões mobile desses títulos, e não dos jogos para PC (seria bom demais pra ser verdade...) Mas já é alguma coisa - afinal, estamos falando de convergência de mídias e da parceria entre duas empresas de grande porte. Pode dizer, estou bem otimista hoje.
O "novo" Mega Drive, aliás, deve chegar às lojas em agosto.
***
E amanhã - ou hoje mesmo, se o fechamento permitir -, minha cobertura do World Cosplay Summit... e do São Paulo Fashion Week (?).
enviada por Pablo Miyazawa
20/06/2008 21:05
Fashion Weekend
Chega às bancas na próxima segunda-feira a edição 41 da GameMaster, publicação multiplataforma da editora Europa. Na capa, surpresa: um game para fliperama. É King of Fighters XII (que em breve deve sair também para os consoles):
Parece nostálgico pra você? Pra mim, sim
Foram longos meses negociando com a SNK, mas só conseguimos de última hora, bem no fechamento, me contou o editor Gustavo Petró. Na matéria, há imagens exclusivas que só a GameMaster tem e tem imagens já divulgadas, mas não com toda essa definição. Mas segure a coceira na mão, que o game ainda nem tem data de lançamento anunciada (a matéria da revista, obviamente, traz mais informações).
***
E começou o show de horrores do modo de criação de personagens do quase mítico Spore, de Will Wright. Alguns caras mais criativos já se deram conta do que é possível fazer por ali (valeu a dica, Gilsomar).
Criaturas-pênis ambulantes e grotescas, por exemplo. E a partir daí, só piora.
Ficou inspirado? (Xii...) Então baixe aqui a versão demo do modo de criação de criaturas e faça a festa. Por enquanto, ninguém processou ninguém. Mas logo mais alguém vai criar caso, pode esperar.
Spore chega ao Brasil oficialmente no dia 5 de setembro, dois dias antes do lançamento nos Estados Unidos. A Electronic Arts anunciou a pré-venda de uma versão especial do game, a Galáctica, que traz brindes (manual especial de 100 páginas, pôster, cartão de fidelidade e outros mimos) e uma bela embalagem, tudo por R$ 139,90. As informações estão no site oficial do game no Brasil (aquele cujo link está lá em cima).
Enquanto isso, Will Wright, tímido e circunspecto que só ele, continua fugindo das entrevistas como o diabo da cruz. Agora, até entendo o porquê...
***
Amanhã, 21 de junho, serei jurado do evento World Cosplay Summit 2008, o "Oscar do Cosplay brasileiro". Organizado pela editora JBC, o evento selecionará uma dupla vencedora, que representará o Brasil na final mundial do torneio, no Japão. No ano passado, comentei aqui no blog sobre minhas impressões do evento (o que me valeram diversos comentários polêmicos e não muito felizes). Farei a mesma coisa na semana que vem, porque já vi que o assunto sempre rende uma conversinha por aqui.
Não sei dizer se isto já era válido no ano passado, mas soube agora e me surpreendi: segundo o regulamento, não é permitida a interpretação de personagens de videogames na final mundial ou seja, só valem heróis de animes e mangás. A etapa brasileira, pelo menos, aceita personagens de games, mas somente aqueles considerados japoneses. Ou seja, um cosplay de Niko Bellic de GTA IV, nem pensar.
Quem puder, compareça. O show do amigo/cantor Ricardo Cruz e a apresentação da Geovanna Tominaga (TV Globinho) já compensam. A entrada é gratuita (mas o ingresso precisava ser retirado até hoje de tarde...). Nos vemos por lá.
Onde: Anhembi - Auditório Elis Regina, Rua Olavo Fontoura, 1209, São Paulo
Quando: Sábado, 21 de junho, das 17h às 22h30
enviada por Pablo Miyazawa
18/06/2008 20:22
Jeanie (não) é um gênio
Na semana passada, o portal UOL Jogos publicou uma matéria sobre a patente de um misterioso novo produto da Tectoy, o "Jeanie". O artigo, escrito por Théo Azevedo, descreve o aparelho como um "aparelho eletrônico de games cujo grande diferencial seria o conteúdo fornecido por download, sem uso de mídias físicas como CD ou DVD". Menos especificamente, segundo a própria Tectoy, o Jeanie nada mais é do que "uma tecnologia que pode virar vários produtos".
Videogame novo na área, ou apenas mais uma idéia sem grandes pretensões? Para tentar esclarecer uns pontos obscuros, conversei com o André Faure, gerente geral de projetos especiais da Tectoy, que forneceu um pouco de luz corporativa sobre o tema - e aproveitou para encerrar, de uma vez por todas, os boatos da volta do saudoso Dreamcast ao mercado brasileiro. Confira abaixo, e comente em seguida:
Gamer.br: Acho que todos ficaram surpresos com as informações sobre a patente de um novo produto criado pela Tectoy. O que é exatamente aquilo? Dá para dar alguma pista?
André Faure: A Tectoy se orgulha de ser uma empresa brasileira que escreve e submete patentes internacionais. Apesar da patente estar escrita como se fosse referente a um novo produto, não necessariamente ela o é. Patentes podem ser utilizadas parcialmente, totalmente ou até mesmo não serem utilizadas, protegendo uma idéia somente.
Podemos esperar algum anúncio oficial esclarecendo mais detalhes sobre essa patente? Ou era algo que não estava previsto ser tornado público?
AF: A Tectoy deve anunciar sua nova linha de produtos no começo do segundo semestre. Temos muitas novidades para este ano, e algumas boas surpresas para o nosso público, que com certeza, vai ver uma nova Tectoy surgindo.
Como funciona o sistema de patentes por meio de uma empresa como a Tectoy? Quer dizer que toda idéia considerada boa é patenteada para ser protegida?
AF: Funciona como qualquer empresa. Idéias boas a inovadoras normalmente são protegidas. Se você procurar por patentes da Nintendo, Sony ou Microsoft (só para exemplifcar), você vai achar centenas de patentes, e mais de 90% delas nunca viraram produtos.
Você pode dar alguma pista se a Tectoy está planejando reentrar no mercado de consoles de alguma forma? Se não, qual é a próxima "boa"?
AF: A Tectoy está trabalhando intensamente em uma nova linha de produtos que mudará a perspectiva que nossos consumidores têm sobre a empresa. A Tectoy continua passando por uma renovação muito forte, mudou de endereço recentemente. E, com certeza, essas mudanças chegarão aos nossos consumidores em forma de produtos inovadores e acessíveis.
O que você pode dizer a todos os nostálgicos que choram diariamente pedindo o relançamento do Dreamcast no Brasil?
AF: Fico feliz com toda mobilização do mercado de games brasileiro. Fico feliz que os gamers queiram de maneira tão intensa a volta desta plataforma que marcou época. Porém, infelizmente não existem planos de ressuscitar a plataforma. Ao mesmo tempo, eu conclamo a todos os gamers que, sempre que tiverem um desejo, botem a boca no mundo. É a única maneira de ter a sua voz ouvida pelas empresas.
enviada por Pablo Miyazawa
13/06/2008 19:41
No ar
Deu hoje na coluna do Daniel Castro na Folha de São Paulo: Bandeirantes rompe contrato com PlayTV(para quem não tem acesso ao link, os principais trechos estão abaixo):
Inicialmente prevista para durar dez anos, a parceria entre o Grupo Bandeirantes e a PlayTV acaba em julho, com apenas dois anos e dois meses.
Insatisfeita com os resultados do negócio, a Band decidiu não renovar o contrato com a PlayTV e voltará, em agosto, a investir na Rede 21, marca que antes ocupava o canal 21 (UHF) da Grande São Paulo.
A PlayTV pertence à Gamecorp, empresa que tem entre seus sócios a operadora de telefonia Oi (ex-Telemar) e Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula. Originalmente, a Gamecorp era produtora de games e conteúdos para celular.
Em 2006, quando a Band fechou acordo com a Gamecorp, havia a expectativa de que a PlayTV se tornaria um bom negócio com a convergência entre games e TV digital, algo que ainda não ocorreu. (...) A assessoria de imprensa da PlayTV nega o rompimento do contrato com a Band e atribui a informação a "vice-presidentes [do Grupo Bandeirantes] que não gostam do canal". A Band não comentou o assunto.
Até o fim do dia, nenhuma das partes havia confirmado o fim da parceria. Conversei com alguns contatos na Band e na PlayTV, que disseram que o assunto ainda é pouco comentado nos corredores de ambas as emissoras (nas chamadas rádios-corrimão). Se há mesmo algo rolando neste sentido, as decisões ainda devem estar nas mãos das grandes instâncias e dificilmente ficaremos sabendo de algo antes de um anúncio oficial.
Uma coisa, pelo menos, é certa: pode até parecer complicado afirmar qual será o destino da PlayTV se a parceria com a Band realmente chegar ao fim, mas me parece improvável que a primeira não tenha um plano B para alguma emergência desse gênero. Ou seja, a PlayTV deve continuar no ar, mesmo sem a Band. Resta saber como.
***
Tem evento de games no Rio de Janeiro neste domingo. Luiz Eduardo, do site Wii Brasil, manda avisar:
Será realizado no dia 15 de junho, no Rio de Janeiro, o evento de videogames Checkpoint. Entre as principais atrações estão campeonatos de consoles (incluindo Super Smash Bros. Brawl, Pro Evolution Soccer 2008 e Mario Kart Wii), concurso de cosplay, show ao vivo de gamemusic e palestras com especialistas da indústria.
Checkpoint - Festival de Games
Data: 15 de junho de 2008, de 11h às 19h
Local: Grajaú Country Club - Rua Professor Valadares, 262 - Rio de Janeiro
Ingresso: R$ 8,00 (antecipado), R$ 10,00 (no dia)
Confira mais informações aqui.
enviada por Pablo Miyazawa
12/06/2008 19:23
Confirmado
Primeiro, chegou um e-mail que começava assim:
Dear E3 Media & Business Summit Invited Guest,
In early May you were emailed an invitation to attend the E3 Media & Business Summit. Our records indicate that as of this date, you have not yet confirmed your registration to the event.
Pensei: como poderia ter confirmado presença a um evento para o qual não fui convidado oficialmente? Horas após este questionamento, a tal senha secreta foi enviada, sem desculpas pela confusão. Fiz a burocracia necessária. E o e-mail automático que chegou em seguida dizia assim:
Dear Pablo Miyazawa
Thank you for confirming your registration for the E3 Media & Business Summit.
Please bring this confirmation, along with a government-issued photo ID, to the Registration area located in the West Hall Lobby of the Los Angeles Convention Center.
Ou seja, confirmado já estou. Agora, só falta todo o resto - conseguir comparecer ao evento deste ano. Contribuições são bem vindas.
***
Este é O Mundo do Mundo de Warcraft... ainda bem que o The Onion é uma tiração de onda das boas
'Warcraft' Sequel Lets Gamers Play A Character Playing 'Warcraft'
É mentira, claro, mas sabendo como é a Blizzard, eu não acharia (muito) bizarro se se tornasse verdade...
***
Já ganhou o seu Metal Gear Solid 4 de dia dos namorados? E os solteiros, já conseguiram encontrar algum para vender por aqui?
Se alguém realizou a proeza, escreva um comentário aí embaixo. Até agora, não conheço um único brasileiro (residente no país) que já esteja jogando. Azar o nosso, claro.
E enquanto o seu não chega, acompanhe o ex-Gamespot Jeff Gerstmann jogando, ao vivo, e fique com inveja (de vez em quando a transmissão pára de funcionar).
***
Ah, sim. O resultado, conforme o prometido na segunda-feira:
O vencedor da promoção Gamer.br é o:
Pablo Raphael
Ele leva pra casa uma edição do Guinness Games 2008 (Editora Ediouro), mais uma edição da Rolling Stone e adesivos de GTA 4. Parabéns ao vencedor (que, aliás, venceu pela segunda vez uma promoção por aqui) e obrigado a todo mundo que participou. Na semana que vem tem mais promoção. Prêmios bons, aliás. Pode contar.
enviada por Pablo Miyazawa
09/06/2008 19:55
Monday, Monday
Depois de uma semana agitada, um dia bem morno para variar... nos resta rir, pelo menos.
Já parou para pensar como os criadores de games das antigas bolavam aquelas idéias mais esdrúxulas?
Se não foi assim, pelo menos deve ter sido parecido
***
CubeCraft é uma criação do designer Christopher Beaumont, que consiste em versões estilizadas/geométricas/hiper-deformadas de personagens famosos da cultura pop (games fazem parte, sabia dessa?). No site, é possível baixar gratuitamente a imagem de cada herói, que pode então ser impresso, cuidadosamente dobrado e colocado na sua mesa, estante, em cima do monitor, dado de presente de dia dos namorados, ou seja lá o que sua imaginação inventar.
Entre as dezenas de opções, selecionei link para as mais legais: Kirby (você sabe, o advogado da Nintendo), Yojimbo (o samurai coelho), Master Chief (Halo), Dr. Manhattan (do Watchmen), Mario (dã), Goomba (do Mario), Sam (de Sam & Max), Max (idem), Megaman (o nome já diz), Haggar (de Final Fight), Ness (do sensacional EarthBound) e Mr. Saturn (também).
Clique em todos, imprima tudo e acabe com a tinta da impressora você também.
***
Está no ar mais uma edição do Pablocast Audiogame. Nesta versão, a décima-sexta em pouco mais de oito meses (e o mais longo de todos os tempos, mais de uma hora e meia de verborragia incontida), falamos sobre tudo e mais um pouco. Já nem lembro mais, tamanha a quantidade de assuntos. Gravado em casa, então a qualidade do som é quase boa - ignore o fato de ter sido usado um microfone de Rock Band para a captação das vozes... ficou legal.
Clique aqui e baixe para ouvir. E comente aqui ou lá.
***
E amanhã, sem falta, o resultado da promoção Gamer.br. Você agüenta esperar até lá? Então tá. Até lá.
enviada por Pablo Miyazawa
05/06/2008 19:19
Você sabia?
Da série "Coisas que você deveria saber, mas não sabe porque ninguém está falando muito sobre isso ainda (porque talvez elas não se concretizem, vai saber)":
* Tem uma editora grande no Brasil planejando lançar uma nova revista de games no mercado nacional. Como dica, dá pra dizer que a marca é estrangeira e já consolidada lá fora. E a editora é meio que especializada nesse tipo de assunto. Só falta uma data para colocar o bonde na rua. Ah, um site da revista também está incluso no pacote.
* Tem uma editora brasileira, que ficou famosa há uns anos com suas publicações voltadas para o público jovem, sendo adquirida por uma outra editora, maior, mais tradicional e bem consolidada. O negócio logo vai ser anunciado e, conforme afirmam as fontes, foi muito bom - financeiramente falando, claro - para a parte comprada.
* Dizem algumas línguas que a francesa Ubisoft estaria planejando abrir um escritório no Brasil novamente (para quem não se lembra, eles estavam bem atuantes por aqui até 2002 mais ou menos, quando passaram a ser representados pela Electronic Arts). Minha fonte diz que há grandes chances de isso acontecer ainda este ano, mas quem garante?
* A mesma coisa pode ser dita sobre a Sony e seus planos para o Brasil. Muita gente na indústria anda comentando sobre a possibilidade de a gigante japonesa começar a lançar seus games e consoles oficialmente em nosso país (primeiro o PlayStation 2, depois o restante dos produtos), e pela quantidade de boatos e fontes diversas, tudo leva a crer que conversas oficiais estão mesmo rolando. Resta saber se vai acontecer algo mesmo, ou se não é tudo um rasgo de otimismo exarcebado. Os dedos aqui já estão bem cruzados.
E para um dia que estava morto até que está bom, não?
enviada por Pablo Miyazawa
04/06/2008 17:54
Entrevista da Semana: Bruno Abreu (OuterSpace)
(Quase) toda semana tem Entrevista da Semana no Gamer.br, e você sabe disso tanto quanto eu (mas só pelo folclore, vou continuar repetindo assim mesmo!) O entrevistado desta vez é o Bruno Abreu, que há quase dez anos é um dos principais caras por trás do portal especializado OuterSpace. Mineiro, econômico nas palavras e cheio de fortes opiniões, Bruno discorreu sobre o mercado nacional e estrangeiro, o futuro do jornalismo de games, pirataria e a guerra dos consoles. Confira o papo e, como você sempre faz, não deixe de comentar no final.
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Gamer.br: Já faz um bom tempo que você toca o OuterSpace praticamente sozinho. Fale sobre o começo: como você se meteu nessa de jornalismo de games? Seu negócio foi sempre a internet
Bruno Abreu: Na verdade, não estou tocando sozinho. Hoje temos cinco pessoas trabalhando em OuterSpace. Só apareço mais que os outros. Me meti nisso por acidente, pensando em fazer um site com meu sócio, Reinaldo Normand, bem no começo dela, lá pelo final dos anos 90. Game foi a escolha natural, por ser um assunto que sempre gostamos e que, na época, era interessante de ser explorado no Brasil pela falta de sites relacionados ao tema por aqui.
Estávamos empolgados com a internet e queríamos fazer um site. Ele foi feito sem pretensões, mas teve audiência desde o principio e logo atraiu a atenção do UOL, com o qual fechamos nossa primeira parceria. Foi uma oportunidade bem aproveitada e que nos segurou nesse meio até hoje.
E o game surgiu como gosto pessoal, ou seu negócio era com o jornalismo mesmo, não importava o segmento?
Me formei em publicidade e, ironicamente, a época da criação do site foi uma em que pessoalmente eu não estava tão empolgado com games. Foi exatamente na época do lançamento do primeiro PlayStation, que representou um divisor de águas e uma fase pujante do negócio de games. Tanto a internet quanto os games se tornaram negócios mais interessantes a partir desta época.
Foi difícil fazer jornalismo tendo formação publicitária? Ou, na prática, isso não faz diferença pro jornalismo de games?
Não foi. Acredito que grande parte dos bons jornalistas de games do mundo se dispuseram a escrever sobre eles por conta de paixão, e não por ser uma opção viável após se formarem. Antes de tudo, o jornalista de games é um geek, alguém curioso e bem informado sobre o assunto, que consiga não fazer feio diante do escrutínio dos fãs apaixonados de games. Aliás, são esses fãs que postam notícias em fórums e vasculham o mundo atrás de notícias os jornalistas de games mais eficientes dos nossos tempos. Para falar com esse público, portanto, você tem que ter igualmente apaixonado em primeiro lugar, para daí ter uma boa redação, bom senso e todas as outras coisas que se espera de um jornalista.
Você se considera ainda um apaixonado, mesmo após todos esses anos no mercado? Como você compara a indústria hoje com aquela de quando você começou?
Continuo sendo um geek, com a diferença que hoje me interesso mais pelo dinamismo do mercado de games, sobre a performance das empresas, os rumos que elas seguem etc. São assuntos que rendem conversas com os amigos e que gosto muito de acompanhar nos mínimos detalhes. Mas, realmente, já não tenho a mesma disposição para jogar, e nessas horas prefiro um Picross DS a algo como Call of Duty 4.
A indústria de hoje está bem mais profissional, obviamente, embora ainda existam companhias, incluindo alguns nomes grandes, que seguem a mesma filosofia de dez anos atrás. É bom ver GTA IV batendo os recordes entre todas as formas de entretenimento e coisas como o Wii atingindo o "mass market", mas ainda sinto uma frustração entre as empresas de games por não estarem no mesmo estágio de, por exemplo, a indústria do cinema. Ainda assim, os últimos 10 anos foram os de progresso mais significativo para esse mercado do ponto de vista dos negócios, na minha opinião.
E fazer jornalismo de internet: você acha que o destino das publicações de papel será migrar de uma vez para a rede, e pronto? Revistas estão mesmo com os dias contados?
As revistas podem existir se conseguirem achar um formato editorial que lhes favoreçam mais, como matérias mais profundas. É o que já fazem, de certa forma, mas nem todas conseguiram mudar. Talvez sejam viáveis apenas revistas como a Edge e a Game Informer, uma por ser um caso único de revista que conseguiu atingir um público mais sofisticado, e a outra pelo simples fato de ser ultra popular em um mercado gigante como o americano.
Você trocaria a internet por revista hoje, ou em algum momento passado? Como você diferencia um tipo de jornalismo do outro?
Não trocaria porque me acostumei com a velocidade da internet e também porque é a mídia do momento, ainda mais quando se fala em games. Nunca trabalhei em revistas, embora já tenha colaborado com textos para algumas, mas o jornalismo da internet tende a ser mais descompromissado e mais abrangente - coisas que me agradam também. É interessante ver até que ponto isso vai chegar, ainda mais agora que os próprios leitores podem virar jornalistas, como os exemplos das seções nos portais do Brasil onde eles escrevem notícias e os fóruns de games, de onde vêm as notícias mais frescas. Bom, pra resumir, sou net desde criancinha.
Você acha que o Brasil hoje tem um papel mais importante hoje em dia no cenário mundial, ou está tudo na mesma? Por exemplo, hoje em dia, é mais fácil ou não conseguir alguma coisa com as produtoras estrangeiras, sendo jornalista de um portal especializado brasileiro?
Está a mesma coisa, ou até pior, já que ainda estamos muito restritos ao mercado de PC e este está definhando. Conseguir algo lá fora é difícil, mas não podemos nos queixar. Este é um negócio e o Brasil não é prioridade para eles. Mas, por sorte, temos empresas sérias no Brasil representando os grandes estúdios e há um esforço mútuo de melhorar as coisas por aqui.
A imprensa de games nacional é "chapa-branca"?
Não creio nisso. Já tivemos casos de um publisher se queixar de uma nota baixa em um jogo, mas tudo dentro da normalidade. Não há pressão nem grandes interesses em jogo, talvez por conta do mercado ainda ser pequeno. Muitos temem os fãs entretanto, e há preocupação excessiva em não desapontá-los. Então não é chapa-branca, apenas meio bunda-mole.
Falando sobre mercado brasileiro: a pirataria é o problema ou a solução?
É um problema, e não apenas no Brasil. A democratização dos games não pode depender de pirataria. O preço dos jogos originais no Brasil já está melhor e acredito que sem pirataria, e com mais escala, poderíamos ter preços melhores e lançamentos mais regulares por aqui.
Pelo que você acompanha do mercado, estamos indo bem, estamos lentos ou estamos aquém do que poderíamos?
O Brasil está melhor, mas ainda aquém do potencial que tem. A economia cresceu na última década bem mais que o nosso mercado de games. Temos uma classe média de mais de 80 milhões de pessoas com poder de compra e que já é capaz de adquirir videogames, entre outros bens, portanto só falta tornar o mercado mais atraente para as produtoras de jogos e fabricantes de consoles reduzindo impostos. Há conversas mais consistentes sobre a possibilidade do Playstation 3 vir oficialmente para cá, um passarinho me contou. Caso isso se confirme, ter os três consoles representados oficialmente, ainda que com preços proibitivos, seria algo simbólico, para dar esperança.
O que você ainda não viu acontecer no Brasil e gostaria de ver?
Além dos três principais consoles? Jogos originais fáceis de encontrar e com lançamento simultâneo, mais interesse e seriedade por parte da mídia "mainstream", Xbox Live, World of Warcraft, jogos localizados e com preços mais realistas, entre outras coisas.
Qual dos três consoles vai ganhar a guerra da nova geração?
O Wii já ganhou. O que resta é saber se Playstation 3 se recupera (2008 tem sido muito bom para a Sony, diferente dos últimos dois anos) e se o Xbox 360 não perde gás prematuramente como aconteceu com seu antecessor.
enviada por Pablo Miyazawa
03/06/2008 19:27
Funny Day
O dia está engraçado, então merece um post mais leve.
Está pensando em comprar o Wii Fit? Pense em sua namorada também.
Ao que tudo indica, isso poderia acontecer com você. Ou não.
***
Coincidência suprema, cara-de-pau absoluta ou singela homenagem? Seja lá o que for, é divertido: visite o site da Construtora Sega, de Americana (SP), e tire suas próprias conclusões.
***
E a última piada (é sério, mas é que até me parece piada): Guitar Hero estrelado pelo Metallica, também conhecido como "a banda mais mala da geração mp3".
Seja como for, esse até eu quero jogar.
enviada por Pablo Miyazawa
02/06/2008 22:13
Três quartos de vermelho
E aconteceu comigo.
Após pouco mais de um ano, as famigeradas Três Luzes Vermelhas (ou 3RL three red lights) atingiram o meu Xbox 360.
Talvez fosse de se esperar, mas eu tinha esperanças que jamais aconteceria. O console, comprado em março do ano passado nos Estados Unidos, apresentava algumas travadas ocasionais, mais até do que o aceitável. Porém, nada indicava que a fatalidade bateria a minha porta. Até que, em um sábado desses, três quartos do círculo outrora verde piscaram em vermelho. E não é preciso entender muito de games para saber o que isso significa: general hardware failure, ou, em outras palavras, pane no sistema, causada por superaquecimento (defeito de fabricação? Azar? Ou tudo junto?). E o problema, todos sabem, não é novo.
Estou neste momento em busca de uma solução, mas aproveito o momento para compartilhar minha experiência e a de alguns chegados que sofreram do mesmo problema. Em rápidas conversas pelo MSN ao longo do dia, descobri diversas pessoas, freqüentadores deste blog aliás, que também passaram por esse aperto. Acompanhe a seguir os casos, verídicos, e as maneiras com que as pessoas os enfrentaram (mantive os nomes em sigilo para preservar a integridade dos entrevistados).
Tive as três luzes vermelhas no meu 360 antigo, um ano depois de ter comprado. Ele tinha dado umas travadas antes e mandei consertar. Aí, depois de um mês, ele deu 3rl e vendi quebrado mesmo. Aparentemente, não é muito difícil resolver o problema. Eu levaria pra uma loja na Santa Ifigênia e pagaria por um conserto lá, mas como nunca é algo tão confiável, decidi vender o meu e comprar outro. - G.L.
Tive duas vezes as 3rl. Comprei o 360 na Rocklaser e as luzes apareceram depois de cinco meses. Daí, pedi para ser feito o mod Clamp. Na segunda 3rl, eu mesmo troquei a pasta térmica, mas antes passei o revólver de calor ao redor dos chips. No Brasil, é fácil de arrumar lugar para se solucionar o problemas - mas só por alguns meses, não é definitivo. - H.L.
Tive as luzes um ano e nove meses depois de ter comprado o 360 nos EUA. Acredito que a solução no Brasil para um aparelho importado é tão difícil quanto para qualquer outro eletrônico importado que dê defeito. - N.J.
Comprei um 360 propositalmente queimado para arrumar, sabendo que o tipo de problema poderia ser solucionado em casa. Seguindo um tutorial em vídeo, eu e meu pai arrumamos. Troquei a pasta térmica do processador e passei a usar um cooler extra para tirar o ar quente do aparelho. Não sabemos em quem confiar. Sempre fica aquela sensação de que gastaremos o dinheiro para o conserto em vão, pois uma hora ou outra ele queimará novamente. - R.W.
Comprei meu 360 de fora, com um cara do Mercado Livre, na metade de 2006 e ele deu pau no ano passado. Pra mim foi fácil: falei com um amigo que aprendeu a arrumar visitando sites, e pronto. O cara colocou umas borrachas de escapamento de opala no console. Ele trocou pelas borrachas originais que amolecem conforme o console esquenta demais, daí a placa descola e os circuitos não funcionam. Tá funcionando normalmente agora. - D.P.
Aconteceu com você também? Compartilhe seu caso e sua solução no espaço para comentários ali embaixo.
***
E a promoção da semana passada ainda não acabou. Quem não participou ainda tem uns dias para tentar. Responda nos comentários à pergunta a seguir (você tem até a próxima sexta!)
Qual é o recorde que você gostaria de superar, e por quê?
A resposta mais criativa e interessante leva, de uma vez só:
*Um exemplar do livro Guinness Games 2008 (Editora Ediouro)
*Um exemplar da edição 20 da revista Rolling Stone Brasil (Editora Spring)
*Um adesivo exclusivo Grand Theft Auto 4 (Rockstar)
*Um adesivo exclusivo Bully (Rockstar)
Use a cabeça e participe. O nome do vencedor sai na próxima segunda-feira.
enviada por Pablo Miyazawa
29/05/2008 19:41
Ele disse "só"
Hoje é um dia triste.
Um acidente automobilístico tirou a vida do amigo William Bispo Domingos, mais conhecido (por quem trabalhou com ele) como Will. Quando entrei na Conrad, em 1998, ele já estava lá havia um tempo. Na editora, ele fez de tudo. Foi boy, trabalhou na assistência dos computadores, preparou imagem. Fez de tudo e enxergou, ainda que de longe, a criação de publicações como Nintendo World, Pokémon Club e EGM Brasil.
E jogava Winning Eleven como poucos ali (o Ronny Marinoto que o diga...). E Marathon (o precursor do Halo nos computadores Mac) também. Apesar de não ter nada a ver com o trampo dele, o Will amava games. Se a salinha de jogos estava vazia, ele logo tratava de ocupá-la. Teve uma época que ninguém sabia ao certo o que ele fazia lá, mas tudo bem. De pouquíssimas palavras (algumas de suas expressões são clássicas entre ex-conradianos), o cara era gente finíssima, estava sempre de bom humor e não havia quem não curtisse aquele jeito dele.
Quando fui editor da EGM, entre 2004 e 2006, o Will havia sido promovido: ele trabalhava na pré-impressão, ou seja, era ele quem prepara os arquivos digitais das páginas da revista antes de manda-las para a gráfica. Era o cara que pegava os últimos errinhos, as imagens sem resolução, e avisava, de um jeito só dele: Essa tela tá tosca. Tem que mudar, ou: Deu pau no arquivo, manda de novo. Várias madrugadas e manhãs passamos na redação, enviando pdfs para a gráfica e vendo o sol nascer quadrado. A revista no bico do corvo, praticamente atrasada, e ele estava lá no fechamento, os olhos vermelhos, quase dormindo sentado, disparando arquivos gigantes, telefonando pra ver se as páginas chegaram. Ponta firme.
Em 2006, ele se machucou feio e ficou de licença médica. Ficou meses sem trabalhar. Nesse meio tempo, mudei de emprego, deixei a editora e nunca mais o vi. Quando ele retornou ao batente, fiquei sabendo que pouco depois ele deixara a editora. E não sei o que foi feito dele desde então. Tinha notícias esporádicas de algumas pessoas que ainda estavam próximas. Sempre desejava o melhor pra ele, onde quer que estivesse. Ontem de noite mesmo, pensei no Will, meio sem querer. E aí, aconteceu.
Essa lembrança é minha forma de homenagear um cara muito legal, que se foi cedo demais. Will, firmeza total, onde estiver.
enviada por Pablo Miyazawa
28/05/2008 15:32
Batendo Recordes
Cá estamos de volta, após mais um feriado prolongado (trabalhei) e mais um fechamento interminável (o qual, realmente, não terminou ainda). Para compensar minha ausência, venho com uma bela promoção daquelas que só o Gamer.br faz por você. Dessa vez, pegando carona no lançamento do livro Guinness World Records Games 2008, lançado aqui pela Editora Ediouro, pergunto:
Qual é o recorde que você gostaria de superar, e por quê?
A resposta mais criativa e interessante leva, de uma vez só:
*Um exemplar do livro Guinness Games 2008 (Editora Ediouro)
*Um exemplar da edição 20 da revista Rolling Stone Brasil (Editora Spring)
*Um adesivo exclusivo Grand Theft Auto 4 (Rockstar)
*Um adesivo exclusivo Bully (Rockstar)
Escreva sua resposta ali nos comentários, até segunda-feira da semana que vem (2/6). Daqui uma semana, divulgarei o vencedor. Participe!
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Ontem a Latamel e a Nintendo fizeram uma bela festa para divulgar a chegada do Wii Fit ao Brasil. A presença de Bill Van Zyll (Diretor e Gerente Geral da Nintendo para a América Latina) e Mark Wentley (Gerente de Vendas e Marketing da Nintendo para a América Latina) serviu para valorizar ainda mais o momento, e levemente remeteu aos bons tempos de Playtronic/Gradiente (faz tempo...). Não me lembro da última vez que a NOA enviou uma comitiva para cá certamente, desde os tempos do Steve Singer, ex-Gerente Geral da Nintendo para a América Latina, que hoje ocupa o cargo de vice-presidente lá na casa do Mario, em Redmond.
Não estive no evento (assim como muitos outros jornalistas, não fui exatamente convidado, mas tudo bem), mas me contaram que foi bem interessante: nove consoles Wii estavam disponíveis para os jornalistas experimentarem a brincadeira. Houve distribuição de brindes e sorteio de um Wii com Wii Fit. E ficou combinado que o game estaria à venda em algumas lojas do país a partir de 27 de maio (ontem), por nada módicos R$ 549. Segundo minha fiel calculadora, isso dá US$ 320. Segundo minhas contas de cabeça, isso é 3,5 vezes mais caro que o preço do Wii Fit nos Estados Unidos (que é US$ 90).
Difícil ser feliz desse jeito, né? Mas vamos em frente. Só reclamar não ajuda.
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Nesta sexta-feira acontece a entrega da quarta edição do Troféu Gameworld, organizado pela Tambor (ex-Futuro, editora da EGM Brasil e Nintendo World). Será no prédio do SENAC, Campus Santo Amaro (veja o mapa aqui). Pelo que foi divulgado, é um evento somente para convidados, mas acho que se você quiser aparecer lá na hora não terá problema algum... Mas não diga que fui eu quem sugeriu.
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A E3 está chegando.
O e-mail que chegou hoje ao meu Outlook tem como remetente um certo Xbox 360 E308 Media Briefing . E a mensagem me avisa para guardar a data 14 de julho de 2008, às 10h30. Será o dia e horário da conferência para imprensa da Microsoft na E3 2008, em Los Angeles. Hmm.
Só não recebi ainda o convite oficial da organização do evento, mas dizem que é só escrever reclamando que algo acontece. Vejamos. Não ando lá muito esperançoso de que conseguirei ir este ano, mas... a gente nunca sabe o que pode nos acontecer amanhã.
enviada por Pablo Miyazawa
20/05/2008 17:46
Cai não cai
A Microsoft mandou avisar:
Microsoft faz nova redução de preço do Xbox 360 no Brasil
A Microsoft Brasil anunciou uma nova diminuição no preço de comercialização do Xbox 360 para os consumidores nacionais a partir de hoje. A empresa reduziu o valor para R$ 2.229,00. O produto com novo preço estará disponível nos revendedores oficiais: etc etc etc.
A Microsoft acaba de anunciar, também para hoje, o início da pré-venda do jogo Ninja Gaiden II, um dos games mais aguardados do ano.
Se você se lembra bem, há pouco mais de um mês, a fabricante anunciou a redução de preços dos consoles e acessórios para Xbox 360. Já a última redução do preço do console - de R$ 2999 para 2499, por volta de 17% (relembre aqui) essa aconteceu em agosto último, ou seja, há quase nove meses. Um bom tempo, diga-se de passagem.
A redução desta vez não passou de 11% (R$ 270, ou US$ 160). Já é bastante coisa em termos numéricos, mas acredito que, para muita gente, não fez diferença nenhuma (ainda mais com o dólar despencando, o preço dos importados recuando de leve e o PS3 chegando mais em conta por aqui). Por isso, repito aqui as perguntas que fiz em agosto de 2007. Quem quiser, as responda:
*Você que não comprou o X360 antes por achar caro ficou um pouco mais animado? Compraria agora?
*O quanto a recente desvalorização do dólar frente ao real tem a ver com essa queda de preço? Ou será que ela já estava prevista desde o início?
*E será que rola mais uma redução de preços até o período do Natal?
E enquanto você responde, vejamos se descobrimos alguma coisa direto com a Microsoft. Mais, depois.
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Dia de recados. Desta vez, quem manda avisar é a Overplay, softhouse brasileira baseada em Campinas.
A Overplay é uma empresa de Campinas-SP focada no desenvolvimento de jogos para PCs e consoles, atualmente atendendo clientes no Brasil, Canadá, EUA e Alemanha.
Estamos com algumas vagas de estágio em programação.
VAGAS DE ESTÁGIO EM PROGRAMAÇÃO DE GAMES:
Perfil:
- Cursar Engenharia/Ciência da Computação ou afins.
- Ter bons conhecimentos de programação e orientação a objetos.
- Conhecimento em Inglês
- Facilidade de trabalhar em equipe
- Desejável conhecimento da ferramenta Adobe Flash e Actionscript 3
- Conhecimentos de Algebra Linear
- Facilidade para aprender novas tecnologias
- Gostar de games
- Disponiblidade para trabalhar em Campinas
Interessados enviem curriculum/portfolio para equipe@overplay.com.br com assunto "VAGA ESTÁGIO PROGRAMAÇÃO"
Interessa? Tente a sorte. Vai que é a sua vez?
enviada por Pablo Miyazawa
19/05/2008 20:25
Rock é rock mesmo
Já ouviu o Pablocast 14? Não? Então baixe e escute já. Foi gravado inteiramente em casa, então a qualidade de som está bem melhor. Garantido. Confira e comente.
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Isso já é demais: a Konami anunciou na semana passada, em sua festa particular, sua nova empreitada no mundo dos games musicais: Rock Revolution. É verdade que se há alguma publisher que tinha direito lançar mais um simulador de banda com instrumentos, essa publisher é a Konami. Com tradição em jogos do gênero (GuitarFreaks, DrumMania, Karaokê Revolution, e a lista segue), a empresa japonesa tem toda propriedade para mergulhar de vez nesse segmento tão pop que é o dos jogos musicais. Resta saber se eles não irão se deixar levar pela influência da concorrência e exagerar nas referências a Guitar Hero e Rock Band. Novidade é bom e a gente gosta, não?
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E a Level Up Games? Anunciou um game novo hoje: o Perfect World, mais um daqueles MMORPGs amados e jogados por milhões. Além disso, a empresa mandou avisar que este ano deverá lançar um dos 3 jogos mais populares (mais jogados) do mundo, localizado e com servidores no Brasil. Qual é o jogo da vez? Faça suas apostas.
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Hoje vi Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, que estréia nesta quinta nos cinemas brasileiros. Se vale a pena? Claro que vale. É Spielberg, ora bolas. Cheira a mofo, mas é ótimo. E depois falo mais sobre isso.
enviada por Pablo Miyazawa
14/05/2008 16:59
Guitar Hero 4 - com bateria
Será que foi coincidência, ou o povo da Neversoft lê o Gamer.br? Seja como for, aqui está: a próxima capa da revista norte-americana Game Informer traz uma história sobre Guitar Hero 4. Não li a matéria completa, porque a revista nem lançada foi (e espero mesmo que isso tudo não seja uma pegadinha de mal gosto). A página a que tive acesso (cortesia do Gus do Audiogame) adianta o que já se esperava: a próxima versão do game da Activision será um "jogo de banda", no qual será possível experimentar todos os instrumentos tradicionais de uma banda de rock: guitarra, baixo e, agora, bateria e vocais. Até que enfim.
Em especial e o que mais chama a atenção na matéria são as novidades sobre o joystick-bateria criado pela produtora especialmente para o novo game (veja imagem escaneada da revista aqui e chore comigo).
É claro que aperfeiçoar uma idéia é bem mais fácil que criar uma do zero, mas não se pode tirar os méritos da Activision por tentar melhorar o que a Harmonix desenvolveu. Entre tantas melhorias em relação à bateria de Rock Band, estas são as mais significativas, sempre segundo a matéria:
- o drum kit de GH 4 trará duas teclas mais elevadas e de formato diferente, que simularão os pratos da bateria de maneira mais realista que o instrumento do game concorrente.
- com esses dois "pratos", a bateria terá seis teclas no total (três tambores, dois pratos e um pedal de bumbo), contra cinco da batera de Rock Band.
- os tambores funcionarão de maneira mais silenciosa, e - promete a Neversoft - farão menos ruídos quando acertados pelas baquetas (uma excelente idéia, diga-se de passagem, visto que quem toca a bateria sempre acaba se empolgando mais que os outros jogadores).
- a bateria será sem fio, acabando com aquela bagunça proporcionada por diversos cabos de instrumentos diferentes enrolados na frente da televisão.
- os tambores responderão de maneira mais natural e intuitiva, assim como acontece em baterias eletrônicas tradicionais.
- o cuidado com a fabricação do instrumento será maior que o do concorrente: "O pessoal de nossa equipe tem fabricado hardware por anos. Esse negócio não vai quebrar", diz um dos produtores entrevistados pela matéria.
Guitar Hero 4 vem aí. E, de repente, o fim de ano ganha uma razão de ser.
enviada por Pablo Miyazawa
13/05/2008 16:42
Isso sim é recorde
Vai buscar, Halo 3!
Grand Theft Auto IV bateu o recorde histórico de lançamento do mercado de entretenimento mais rentável de todos os tempos.
A informação foi confirmada pelo quase infalível Guinness Book of Records. Segundo a nota, as vendas de 3,6 milhões de cópias de GTA IV no dia de seu lançamento (29 de abril) renderam US$ 310 milhões de dólares ao redor do mundo. Para efeito de comparação. Halo 3, que detinha o recorde anterior de game mais vendido em 24 horas, rendeu apenas US$ 170 milhões em seu primeiro dia no mercado.
É claro, vale citar, que as vendas do game da Rockstar foram ajudadas pelo fato de serem distribuidas por dois consoles - PS3 e Xbox 360 -, enquanto Halo 3 saiu só para o 360. Outra coisa é que GTA tem muito mais apelo pop. E é, inegavelmente, muito mais divertido e interessante. Não acho que alguém vá duvidar disso...
E por falar em Guinness, a editora Ediouro acabou de anunciar que lançará o Guinness World Records Games 2008 no mercado brasileiro. Com 256 páginas, capa dura e mais de 600 fotos, o livro é um belo achado para loucos por números e estatísticas. Deve custar por volta de R$ 65 por aqui. E é claro que logo volto a falar sobre isso...
enviada por Pablo Miyazawa
12/05/2008 11:44
Entre fogos e defeitos
Estava em férias e acabei nem comentando sobre a interessante inclusão de Guitar Hero III na sempre manjada lista de games do World Cyber Games. Vale para dar uma variada dos Warcrafts, C&Cs, Need for Speeds, CSs e FIFAs da vida. Farei questão de assistir à final deste ano.
A novidade da versão 2008 da competição inspirada pelas Olimpíadas de Pequim é uma tocha, que viajará por diversos países antes de chegar a Köln (Alemanha), o palco da grande final. O site oficial do evento prevê que o fogo olímpico passará por São Paulo de 14 a 27 de julho (quem carregará a tocha será o playArt_SpeedNG, codinome do Rodrigo Nunes, campeão de Need for Speed no ano passado). A Samsung, patrocinadora oficial, ainda não fez nenhuma declaração oficial a respeito das seletivas do torneio no Brasil, mas imagino que já esteja em vias de anunciar alguma coisa.
O Brasil, vale lembrar, defende o segundo lugar na classificação geral, já que ganhou duas medalhas de ouro e uma de bronze na edição 2007. E este ano?
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E por falar em Guitar Hero... acho que jamais vim a público expor minha frustração com Rock Band. Não com o game em si, que é sensacional e viciante, mas com a paupérrima qualidade física de seus acessórios. Antes mesmo de ligar o game pela primeira vez em meu Xbox 360, percebi que o hub USB que acompanha a embalagem simplesmente não funcionava (cadê o controle de qualidade?). Não demorou muito para a guitarrinha apresentar o já clássico defeito da tecla strum com defeito (o qual pode ser consertado em casa mesmo ainda não tentei, alguém já?). Ontem, foi a vez do microfone não funcionar (conectei ao console via porta USB, e nada).
Estou só esperando a bateria se auto-destruir a qualquer momento. Pode ser que ocorra amanhã. Ou hoje.
Foram anos de pesquisa, milhões de dólares gastos em marketing e royalties para os artistas, e o merecido título de game mais aguardado do final de 2007... a Harmonix bem que poderia ter caprichado um pouco mais na qualidade de seus produtos. Uma vergonha. Frustrado ao máximo, admito: dependente que é de seus acessórios, Rock Band acaba se revelando uma belíssima porcaria.
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Os órfãos de Daniel Galera e seu Jogatina podem matar as saudades do colunista na revista Monet. Todos os meses, o escritor gaúcho escreve uma página dupla sobre games na publicação da TV por assinatura NET. Enquanto isso, ele negocia para ressuscitar seu blog, que acabou extinto quando o portal No Mínimo fechou as portas.
Na mesma revista, algumas páginas depois, o amigo Alexandre Matias (ex-editor da saudosa Play, atual editor do Link do Estadão e eterno blogueiro do Trabalho Sujo também abastece uma coluna mensal, Digitalismo, que entre outros assuntos, também trata de games.
E vira e mexe, publicações digamos não-especializadas como Super Interessante, Galileu e, claro, a Rolling Stone, apresentam matérias sobre videogames. Atuais, noticiosas, jornalísticas e positivas. Quem diria...
enviada por Pablo Miyazawa
09/05/2008 17:55
Entrevista da Semana: Gustavo Petró (Revista GameMaster)
Eu disse que voltaria, e aqui está: chegou a hora de mais uma Entrevista da Semana no Gamer.br. O escolhido da vez é o Gustavo Petró, o atual editor da GameMaster, publicada pela Editora Europa. Petró, um dos mais conhecidos prodígios do jornalismo especializado nacional, falou sobre o início de sua carreira, os desafios da profissão, a concorrência com a EGM Brasil e tantos outros assuntos (o cara fala muito!). Leia e, como sempre, não deixe de comentar ali no final.
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Gamer.br: Como você classificaria seu início no mercado de games? Você era um leitor de revistas, bateu na porta de uma editora com a cara e a coragem, pediu oportunidade, e hoje, três anos depois, é editor. Fale um pouco sobre essa trajetória.
Gustavo Petró: É uma longa história. Bom, como todos que estão nessa área, eu gosto muito de videogame. Sempre gostei e acho que sempre vou gostar muito. Gastava todo meu dinheiro em jogos e consoles, levava portáteis para as competições de natação, comprava e lia muitas revistas (esse hábito cultivo até hoje).
Como respirava videogame, virei uma espécie de consultor para os meus amigos lá em Porto Alegre, que me perguntavam que console ou jogo comprar. Cheguei até a ganhar uma graninha por fora fazendo parceria com umas lojinhas. Eu vendia para eles e ganhava uma pequena comissão. Então, trabalhar com videogame é um sonho antigo.
Comecei a estudar jornalismo na PUC-RS, mas sem intenção de trabalhar em uma revista ou site especializados. Por isso, metade do meu curso foi voltado ao jornalismo esportivo, tanto que trabalhei na assessoria de imprensa do time do Grêmio. A mudança de foco aconteceu quando eu precisei encontrar um tema para o meu trabalho de conclusão.
Desesperado, comecei a pedir sugestões para todo o mundo. Foi daí que uma guria que trabalhava comigo disse: Bah, Gustavo. Tu gosta tanto de videogame. Faz um TC sobre isso!. Foi então que a ficha caiu e fiz um trabalho cujo tema foi O Papel do Jornalista na Produção de Jogos de Videogame, tentando criar mais um local de trabalho para o jornalista. Após me formar, decidi que eu trabalharia escrevendo sobre videogames, que faria isso da minha vida. Como em Porto Alegre não existe um mercado editorial forte (ou você trabalha para a RBS que é a Globo de lá ou você trabalha em assessoria de imprensa), tive que vir enfrentar São Paulo.
Chegando em São Paulo, o que você fez?
Cheguei aqui em maio de 2005 e logo fui correndo atrás de trabalho. Afinal, eu tinha dinheiro para sobreviver um mês aqui. Em exatos um mês consegui visitar a Conrad que na época publicava a EGM Brasil. Na época, fui lá apenas para visitar e mostrar currículo, essas coisas, mas você me deu um review para fazer para a revista. Não me lembro se ficou bom ou ruim (imagino que não tenha sido dos melhores), mas foi ali que agarrei essa oportunidade e não larguei mais.
Lembro que na Conrad tinha um computador que ninguém usava. E como eu não tinha nada no apê que eu estava. Eu ia para lá todos os dias trabalhar nesse PC. Tentaram me expulsar, mas não conseguiram. Aos poucos, fui ganhando mais textos para fazer para a EGM e nas outras revistas da casa.
O Juneca (Odair Braz Junior) cuidava do Gameworld na época e me passou bastante coisa para fazer. Quando vi, eu já era da casa e estava trabalhando com os caras que eu lia tempos atrás, o que era a conquista de um sonho.
Em março de 2006, eu estava como freela na já Futuro. Mas recebi um convite para trabalhar no caderno de informática da Folha de S. Paulo. Lá, eu escrevi pouco sobre games mas mesmo meio contra o Rodolfo Lucena, o editor do caderno, eu sempre conseguia escrever alguma notinha -, mas continuei freelando para a EGM Brasil, SDP, NW e EGM PC. Foi então que a Editora Europa me fez um convite e eu aceitei. Estou aqui desde novembro de 2006. Comecei como repórter da GameMaster ao lado do Felipe Azevedo e depois com o Humberto Martinez
Aí, surgiu o desafio de ser editor da revista. Como tudo aconteceu rápido demais a meu ver, sei que ainda tenho que comer muito feijão para chegar ao nível dos editores das revistas da casa e da concorrência que está há anos no mercado. Mas estou lutando e estudando para chegar lá.
Você acha que esse "mergulho" corajoso daria certo para todo mundo que tentasse? Onde você acha que acertou?
Acho que o que me ajudou nessa minha caminhada foi a sorte. Sorte de ter chegado na hora e no momento certo. Sempre que alguém vem falar comigo e diz que quer tentar seguir o mesmo caminho que eu, digo que é bom pensar muito bem, pois pode não dar certo. É bom pensar muito bem antes de jogar tudo para o alto, largar família e amigos para tentar a vida em outra cidade. Comigo, tinha tudo para não dar certo. Por isso, acredito que foi a sorte que me colocou onde estou hoje. Mas para conseguir um espaço nesse mercado, não basta só ter a sorte do seu lado. E é aí que acho que acertei. Quando as oportunidades aparecem na sua porta, agarre com todas as forças e sempre faça o melhor trabalho possível.
Além disso, sempre busquei aprender com os mais experientes como você, o Fabão, o Trivas, o Testa, o Mega, o Nelsão, o Humberto, o Sombra, o Bueno, o Guerra, o Théo e muitos outros com quem trabalhei e/ou trabalho hoje.
Outro acerto meu é saber aprender com os erros. Quem está começando nessa área, e até mesmo quem já está calejado nela, está sujeito a errar. Quando isso acontece, é uma oportunidade de aprender e de se tornar um profissional melhor. Por isso, sempre que se recebe um puxão de orelha de um editor, não é para você ficar chateado ou ficar com o ego ferido: use a crítica como aprendizado para continuar para continuar tentando melhorar sempre. Isso é uma regra na minha vida.
Você começou como freela em revista, mais tarde se tornou repórter de jornal, agora está fixo como editor de outra revista. Qual o melhor dos mundos pra trabalhar com games na imprensa nacional?
Bom, daí depende da situação. Para um jornalista recém-formado, é bom ser freela: a grana pode não ser das melhores e a quantidade de trabalho depende do editor, mas é sua vitrine para o mercado. Se você conseguir fazer um bom trabalho, possivelmente se tornará um repórter da revista em si. É bom também porque você aprende faz de tudo da publicação como detonados, notícias, notinhas, tabelas, reviews e previews e tem que ser assim, todos devem passar por isso.
Mas e a experiência de trabalhar em jornal, você recomenda?
A diferença de ser repórter de revista e de jornal está nos prazos e no estilo da escrita. No caso do caderno de informática da Folha, que é semanal, você tem uma semana para fazer as matérias que devem ser mais diretas. Na revista, as matérias são mais complexas, mas existe mais tempo para se fazer. O editor também escreve bastante, mas ele pega aquela parte mais burocrática de cuidar dos detalhes da revista, de assinar papéis, de pagar colaboradores, de cuidar da capa, dos textos dos outros e etc. Acho que cada tipo de função tem suas vantagens e desvantagens, assim como cada lugar (jornal ou revista). Mas para trabalhar com games, o melhor ainda são as revistas especializadas. No jornal, você tem que escrever para um público que não domina games. Daí, se você fizer um texto do jogo do Mario, por mais conhecido que ele seja, você tem que explicar que ele é o mascote da Nintendo, que já estrelou em X jogos e que foi criado pelo Miyamoto. Na revista você pula essa parte e pode entrar em detalhes mais bacanas que para um público de jornal não seria entendido. Eu gostei de trabalhar nas duas áreas e gosto de fazer reportagens. Gosto de ir atrás, fuçar, pesquisar. Foi assim que fiz matérias que considero bacanas e que acabaram sendo exclusivas como a Crime nos Games, que entrevistei o jogador de GunBound que foi seqüestrado na vida real, descobri quem foi o responsável por ter banido Counter-Strike e EverQuest do Brasil entre muitas outras. Eu não gosto do que escrevo, mas acho que essa matéria ficou bem bacana e a busca por documentos e provas foi digna de um César Tralli (o repórter da Globo). Com essa minha gana de sempre tentar descobrir algo novo e exclusivo foi que consegui jogar Street Fighter IV na GDC 08.
Quando você estudava jornalismo, queria se especializar em games. Hoje, você conseguiu. O mercado é o que esperava?
É até mais do que eu esperava. Trabalhar com games e ao lado dos seus ídolos é o sonho de todo o piá. Pelo menos era para mim. Tenho acesso aos jogos antes de serem lançados e respiro videogame o dia todo. É ótimo trabalhar com uma das coisas que mais gosto na vida, até mesmo quando a quantidade de trabalho é insana. Mesmo assim, dá gosto vir todos os dias para a editora ou ficar noites sem dormir fechando revista e tentando fazer o melhor para agradar ao leitor. Eu acho bacana.
E quais são as principais virtudes que um jornalista de games precisa ter no Brasil?
Acho que um jornalista de games tem que saber que ele é igual a qualquer outro jornalista do mercado como da Folha, Estadão ou Globo. Então, como tal, ele deve ir atrás das informações, pesquisar, checar fontes etc. Muitas vezes, ao tentar conseguir uma entrevista eu me sentia inferior à esses caras. Mas não, somos todos iguais. Se você está com uma bomba em mãos, fala o melhor possível para publicá-la com credibilidade, mas nunca deixe de ser humilde. O trabalho do jornalista de games ainda é taxado como brincadeira pelas pessoas. Pode fazer o teste e diga para alguém que você escreve sobre games. A resposta será: Ah, então tu joga joguinho o tempo todo. E não é bem assim. Trabalhamos muito e fazemos coisas sérias. Ou alguém viu a imprensa de massa ir atrás de quem entrou com processo no Ministério Público para banir o Counter? Não, pois esse é o nosso trabalho, o trabalho dos jornalistas de games!
Qual é o papel de uma revista de games em um mercado como o brasileiro? A revista ainda é tão relevante quanto no tempo em que você era apenas um leitor?
A revista ainda é importante, como antigamente (e ainda sou leitor). A diferença é que estamos na fase do tudo de graça pela internet. Ninguém compra mais nada: jogo, CD, DVD, livro, revista, jornal. Tudo você pega na rede. A diferença que poucos se deram conta é que na internet ficam as notícias, aqueles esquemas que saem num dia e no outro morrem. Esse é o papel dos sites e blogs. Matérias completas, reportagens exclusivas, tudo com um texto bacana e bem trabalhado, são o papel da revista. Ainda, é nas revistas que são anunciados os grandes games, com previews cheios de detalhes. Nisso, a internet só acompanha.
Com isso, acredito que a revista ainda é importante para o mercado brasileiro pois é nela que os jogadores poderão conhecer melhor seus jogos favoritos e se aprofundar nos assuntos que achar relevante. Só não vale escanear as revistas e distribuir de graça, como acontece. Lembro de um editorial da Playboy na qual o editor disse exatamente isso. Você sabe, as fotos das mulheres tão na internet antes da revista chegar às bancas.
Não é assim que o mercado funciona. E para quem diz que as revistas estão no fim, traço um paralelo com a revista Veja: todo o mundo lê notícias na internet a semana toda, mas ninguém deixa de comprar a Veja no sábado. Tanto que ela é uma das revistas mais vendidas do Brasil há anos.
Você edita a GameMaster, uma revista multiplataforma, que concorre com uma revista de marca internacional, que é a EGM (para a qual você já trabalhou). Como funciona para você a concorrência entre as publicações? Como você se prepara?
Eu, o Rômulo Máthei (que trabalha comigo na revista) e toda a redação de games da Editora Europa lutamos todos os meses para tentar fazer sempre o melhor a cada edição. Se você me perguntar qual a melhor edição da GameMaster até hoje, eu respondo que é a próxima. Sempre é e será a próxima edição que você vai fazer.
A concorrência, como todos dizem, é saudável. Claro que eu quero colocar uma jogo exclusivo na capa ou fazer matérias que atraiam os leitores da GameMaster e que pegue os da EGM, mas é um trabalho difícil. Mas estamos no caminho certo. Sou muito amigo do Shaaman [o editor Ricardo Farah] e gosto do trabalho dele na EGM, mas, assim como ele, queremos sempre sair na frente. Vale lembrar que a concorrência é com as revistas e não com os editores.
A preparação vem do que conseguimos com nossos contatos gringos e no Brasil para colocar um jogo na capa, do que lemos nos jornais e nas revistas estrangeiras (ou você acha que eu não leio a EGM americana para tentar descobrir o que sairá na EGM daqui?) e muitas outras coisas.
Para conseguir ter algo bacana em cada edição, é preciso estar antenado em tudo o que acontece no mercado mundial dos videogames. Além do que, não temos o auxilio do conteúdo de uma revista gringa. Aqui fazemos a revista do zero. E o bacana é que já conseguimos muitas coisas legais para colocar na capa, coisas que a GameMaster foi a primeira a publicar.
A pergunta de sempre: quem vai ganhar a guerra da atual geração?
[Risos] Por que todo o mundo quer saber disso, hein? Acho que ao invés de ficar se preocupando com essa guerra, por que a gente não aproveita um monte de jogos bons que apareceram nesses últimos tempos e os que vão sair para se divertir? Vejo nos fóruns um monte de brigas sobre isso e acho que é uma perda de tempo. Vamos jogar games, gente!
O X360 é o favorito dos desenvolvedores. Todos preferem começar a desenvolver seus jogos no console da Microsoft e depois o portam para o PS3 ou Wii. Acho que é aí que o bicho vai pegar. Com o 360 como o queridinho das produtoras, ele tem tudo para ser o campeão ao lado do Wii, que segue por outro caminho. A Sony parece que ainda não sabe o que fazer com o PS3, tanto que na GDC, os desenvolvedores aproveitaram para dar uma zoada no console em cada palestra. Mas eu acho que a Sony não é burra e vai tentar dar uma volta por cima. Mas eles precisam de mais jogos bons, só MGS 4 e GT5 não vão segurar a bronca. Também torço pelo PS3.
Para terminar, diga algo bonito e inspirador aos leitores do Gamer.br.
Acho que se você tem um sonho, não importa no que seja, lute até o final por ele e acredite no seu potencial. É só lutar e ir atrás, pois nada é fácil nessa vida. Quando eu estava começando a treinar natação, um técnico me perguntou qual era o meu maior sonho no esporte. Eu respondi que era ir para as Olimpíadas. Ele me disse que eu jamais iria conseguir isso. Acho que esse evento me desmotivou no esporte, pois não consegui participar de uma competição de alto nível, mas cheguei a ter resultados expressivos a nível nacional. O fato é que para eu conseguir chegar onde eu cheguei, eu ouvi a mesma coisa muitas vezes e de muita gente. A diferença é que eu acreditei, mantive o foco no objetivo e fui à luta. É assim que se deve fazer para conseguir tudo na vida. Lute e acredite!
enviada por Pablo Miyazawa
07/05/2008 16:55
Começar de Novo
De volta ao batente. Agora, prometo, com mais freqüência. Férias mesmo, só no ano que vem (que pena). Mas quem sabe não surge uma E3 no meu horizonte? Os convites já começaram a sair lá de Los Angeles, e já sei de gente aqui no Brasil que os recebeu.
Mas e essa notícia de que a Activision (logo ela) não vai mais participar do evento deste ano? Será que outras produtoras irão na cola dela?
Julho está aí, e logo saberemos.
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E o Grand Theft Auto IV, já comprou o seu? Seis milhões de pessoas no mundo inteiro dados divulgados pela própria Rockstar fizeram isso nos últimos oito dias. As minhas cópias devem estar em um avião neste instante, prestes a desembarcar em solo brasileiro. E o risco da proibição da venda do game no Brasil ainda existe, mas a NC Games distribuidora do título no país não parece muito preocupada. Tanto que anunciou que irá distribuir a versão especial por aqui (aquela com mochila, caixinha, CD e o caramba).
Alguém aí já terminou o jogo? Está envolvido até o pescoço na saga de Niko em Liberty City? Use os comentários deste blog e conte sua experiência até agora.
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Assisti a Speed Racer ontem, e confesso que gostei bastante. É um verdadeiro espetáculo visual, que me fez imaginar que os Wachowski Bros. andaram jogando bastante videogame nos últimos anos. Se aquelas cenas da última corrida não foram inspiradas em F-Zero, Wipeout, Mario Kart e tantos outros clássicos da velocidade, não sei de mais nada. É lindo, mas como tudo que é bom, enjoa um pouco. É tanta informação, cores e velocidade que sentir tontura é parte inevitável da experiência. Há quem ache tudo exagerado demais, mas duvido que você não saia impressionado. Eu fiquei.
E cada vez mais, os filmes de ação se assemelham aos games. Ou será o contrário? Quem não queria ter um joystick nas mãos durante as melhores cenas de destruição em Homem de Ferro? Melhor filme de herói até agora em 2008, alguém discorda? (E para quem não assistiu ainda, não perca a cena muito reveladora após os créditos finais... os Vingadores e Samuel L. Jackson que o digam).
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Dica da Bruna Torres: o